09/02/2017

janeiro: verão depressão...

deitado no conforto da sua cama, o que mais queria era poder hibernar durante esse período do ano... do lado de fora, os 60 graus o desmotivavam a fazer qualquer coisa... era sempre uma grande tortura sair do espaço confinado com ar condicionado e se deparar com o sol mais que escaldante da estação... todas as atividades deveriam ser suspensas, pois o corpo não aguenta, queima até a alma... e mesmo ir à praia não era uma ideia muito atraente, pois não lhe parecia agradável tostar na areia e ter uma insolação... e também era torturante ficar preso no seu quarto dias e dias e dias e mais dias... por isso, a melhor solução seria passar por esse período em estado de adormecimento... sem mais, zzzzzz....

Tiago Elídio... 9/2/2017... Rio de Janeiro...

24/01/2017

recomeços...

abriu os olhos... mais um dia se iniciava... e todo dia era um novo dia e um novo ciclo começava... embora a vida às vezes parecia uniforme, um dia atrás do outro, com pequenos pontos ritualísticos, como aniversário, ano novo etc, a vida era a cada dia um novo dia... um ciclo não tão uniforme como parecia... cada dia um novo recomeço... talvez fosse mais difícil ver a vida com esses olhos, afinal era necessário começar de novo a cada vinte e quatro horas... mas era um recomeço continuado, muitas vezes sem tantas reviravoltas... sobretudo para quem segue alguns padrões impostos culturalmente... para esses, nem sempre há muitas novidades, nem sempre todo dia é um recomeço... para outros, no entanto, cada dia era, sim, diferente... um dia distinto a cada dia... um dia aberto às novas possibilidades, às novas surpresas, por mais complicadas que pudessem ser... abriu os olhos, portanto, para um novo recomeço...

Tiago Elídio... 24/1/2017... Rio de Janeiro...

31/12/2016

Rituali per un buon inizio

Scegliere l'agenda che più ci aggrada. Colore, forma, grandezza, disposizione di giorni e settimane. Ci accompagnerà per tutto l'anno, bisogna sceglierla con cura.
Annotare banalissimi propositi. Bere meno, smettere di fumare, non arrabbiarmi, imparare a lasciar perdere. Innamorarmi. Incastrarmi meno in situazione di merda.
Bruciare il vecchio calendario, senza dar fuoco al giardino o alla casa dei vicini.
E ricominciare. Certo, potremmo farlo ogni giorno, non servono scadenze. Ma certe date spezzano la quotidianità, forse ci fanno aprire gli occhi. Sono giri di boa mentali, epifanie forzate.  Forse così, esaminandoci in date precise, ci viene più facile vedere le cazzate che facciamo e provare a rimediare.



GG (Lavagna, GE, 31 dicembre 2016)

26/12/2016

Città Vuota

Busso alla porta dell'hotel, dove sarà il campanello? Tic, tac, tic, tac. Passano i minuti, nessuna risposta. Busso più forte. Tic, tac. Comincio a dubitare che sia un hotel, d'altronde il tizio del passaggio non l'aveva mai sentito nominare. Sento ciabattare dall'altro lato, c'è qualcuno. Mi apre un vecchino ricurvo su un bastone, passo lento, abiti da nonno. Mi fa entrare in una hall deserta e buia. Accende una lampada, ha prenotato? Rispondo in uno spagnolo stentato, sì, gli dico, sul sito. Documenti, operazioni di routine, ecco la chiave, stanza 101, primo piano. Questa invece è la chiave dell'albergo. Chiedo del banco escursioni, quale banco escursioni?, quello che pubblicizzate sul sito, ah no, non c'è, provi a chiedere alle agenzie in centro, questa e quest'altra, se le trova aperte. Ringrazio, prendo la chiave, porto la valigia su per le scale ed entro in una stanza gelida. Impreco. Metto il condizionatore al massimo, 30 gradi. E riscendo nella hall, di nuovo deserta, nessuna traccia del vecchio. Mi chiudo la porta dell'hotel alle spalle ed esco in una città altrettanto deserta. Vuote le strade, vuoti i caffè, vuoto tutto.
Bar chiusi, agenzie di turismo sedate, tra ciottoli e palazzi rinascimentali.
Può una città morire così d'autunno?

G.G. (Úbeda, novembre 2016)

21/11/2016

momentos efêmeros em cafés madrileños...

Café de La Luz, Madrid, 22 de outubro de 2016...
ah, os cafés madrileños... saudades de vir passar os fins de tarde aqui, degustando um café com leite, apreciando o ambiente decorado de forma fofa... mas tinha me esquecido que os espanhóis também são um pouco ruidosos... ou será apenas hoje? preciso voltar para avaliar... enquanto isso me esvaio em meus pensamentos... em meus efêmeros momentos...

El Cafelito, Madrid, 27 de outubro de 2016...
sim, os espanhóis são um pouco ruidosos mesmo... mas tudo bem, os cafés continuam sendo agradáveis... estou sem uifi, "converse entre si!"... bueno, mas não tenho companhia, sino mi libro... o amor dos homens avulsos... leio e sou levado de volta ao Rio de Janeiro da década de 70... mas um desastrado garçom me traz de volta a Madrid de 2016... derrubou toda sua bandeja... por sorte, não em mim! bueno, sigo a leitura em meio aos ruídos...

La Infinito, Madrid, 28 de outubro de 2016...
por fim, um café silencioso, com música suave e pássaro voando na parede rumo ao infinito... (...) pois la llorona de Chavela Vargas irrompe e arranca o silêncio do local com seus gritos intensos... (...) e então "gracias a la vida..." me arrepia todo... que linda canção...

La Infinito, Madrid, 8 de novembro de 2016...
"¿y cuándo te vas?" pues esta pregunta que me hacen ahora más a menudo ya me hace percibir que pronto ya se acaba la magia madrileña... me dio mucha ilusión estar aquí en esta ciudad que me encanta... no se si sólo por estar aquí por periodos definidos que sé cuando comienzan y cuando van a terminar o si la ciudad es así porque sí y ya... de todas formas me renueva siempre... me recarga las baterías para seguir viviendo en la complicada latinoamérica... pues bien... un cafecito tranquilo, ¡por favor!

15/10/2016

haicai...

folhas secas caindo
raízes presas ao chão
envelhecimento

Tiago Elídio... 30/9/2016...

tirinha-haicai


Tiago Elídio... Rio de Janeiro... 13/9/2016...
*inspirada no haicai de Matsuo Bashō...

12/10/2016

Haiku nel Bosco

Cupreo il tappeto

di foglie e ricci schiusi

piomba nel sonno.


G.G. (Castelveccana, 8 ottobre 2016)