06/05/16

que que tá com teseno?

envelhecer é se dar conta de que a vida não tem um sentido aparente. um sábio meme de internet resume bem a situação:
"a vida é dividida em quatro estágios:
1. nascer
2. fazer 10 anos
3. que que tá com teseno
4. morrer"
envelhecer é estar imerso em um constante "que que tá com teseno", é estar cheio de dúvidas e angústias... envelhecer é também saber lidar com esse "que que tá com teseno"... para algumas pessoas, os estágios da vida são "nascer, crescer, casar, ter filhos, netos, morrer"... simples assim... mas é muito complexo, na verdade... envelhecer não é necessariamente encontrar alguém e procriar... envelhecer é se dar conta de que somos um indivíduo único, que nasce e morre sozinho... é se dar conta de que a cada dia precisamos encontrar algum sentido para seguirmos em frente, pois a vida nem sempre é fácil... quase nunca é... envelhecer é se dar conta dessas coisas da vida... fazer perguntas, encontrar ou não respostas... e não se desesperar pela falta delas... ou não, né? talvez envelhecer seja apenas seguir o fluxo natural e/ou acidental da vida, sem pensar muito... envelhecer talvez seja como nossas impressões digitais, algo único para cada ser... faz parte da vida... mas peraí, o que são essas pelos pubianos brancos aqui?? que que tá com teseno, meu deus...


Tiago Elídio... 6/5/2016... Rio de Janeiro...

25/04/16

Dorian Gray 2.0

Dorian Gray non invecchiava, un quadro invecchiava al posto suo.
Io sono qualcosa di simile, ma funziono al contrario. Io rimango giovane, l'originale invecchia. L'oggetto artificiale sono io. Che senso ha? Ora vi spiego.

Io sono un clone, salvato su un dispositivo digitale, quando il mio creatore aveva 25 anni. Sono stato programmato per non invecchiare, e nel corso del tempo sono stato alimentato con tutto il sapere acquisito dal mio sosia durante i suoi lunghi 76 anni. Ho il vantaggio della saggezza dell'anziano in un corpo giovane. Quale corpo? Vi starete chiedendo. Ebbene, bella domanda, un corpo non ce l'ho, non ancora almeno. Esisto solo come ologramma, ma ho una mia propria coscienza, penso in maniera indipendente e il mio creatore è convinto che la scienza troverà presto un modo per trasferire i cloni digitali in corpi reali e tridimensionali. During his lifetime or not, ripete in continuazione.

Comunque non sarebbe un problema se dovesse morire prima che questo accada. Perché dove finisce il suo lifetime, comincia il mio. Sono stato progettato per durare in eterno, con o senza un cuore organico.
Siamo immortali, io e il mio creatore: quando lui abbandonerà quel corpo decrepito, io continuerò a esistere al posto suo, per lui, nel modo in cui lui farebbe. Per sempre.


G.G. (Brasilia, 25 aprile 2016)

08/04/16

Gravi-danza

Si accarezza la pancia, sorride. Immagina una danza soave nel ventre, mentre l'istinto materno cresce volteggiando tra i pensieri.
È una donna poco più che trentenne, single - l'istinto materno quindi non è piacere, ma ossessione.
Perché il figlio deve essere biologicamente nostro? Cosa vogliamo dimostrare? Cosa vogliamo prolungare? La storia dei nostri geni?
Si accarezza la pancia, ma il sorriso è un po' più smorzato, lo desidera così tanto.
Una femmina.
Accende una sigaretta, sta solo fingendo di essere incinta. No, non è pronta a sacrificare la sua libertà, a smettere di vivere solo per sé stessa. Ecco che la danza soave accusa i colpi della gravità (gravità, gravidanza, singolare coincidenza etimologica), acquisisce peso, zavorrata dalla realtà. Ancora qualche anno.
Tic, tac. Benvenuto, orologio biologico.

G.G. (Rio de Janeiro, 8 aprile 2016)

04/04/16

gravistupidez...

enquanto degustava seu café no movimentado shopping center, observava as pessoas frenéticas que circulavam de um lado para o outro... reparou então que havia muitas crianças e muitas gestantes... e mais uma vez se pôs a pensar no assunto... de fato, já estava muito certa de que nunca ficaria grávida... achava puro egocentrismo colocar um ser nesse mundo insano... que coisa mais tola querer deixar uma continuação na terra, pensava... e as cinzas são o quê?, indagava... sua energia vai continuar por aí, de uma forma ou de outra, enfatizava... preferia não ter que cuidar de ninguém... talvez um gato, no máximo... mas de forma nenhuma se imaginava perdendo noites e mais noites de sono com os choros e berros insuportáveis de uma criança... já achava muito difícil cuidar da própria vida... e cuidar então de um humanozinho era impensável... realmente não conseguia entender os seres humanos, que ainda continuavam, em pleno século XXI, a se reproduzir como ratos e baratas... era nonsense, contralógico... mas cada vez tinha mais certeza de que os seres humanos não eram de fato uma espécie sensata, muito menos inteligente, como tolamente acreditavam... mas estava feliz que já estava com 35 anos, e lhe faltava pouco tempo para encerrar de vez essa questão que passa pela cabeça de toda mulher de vez em quando... felizmente se sentia muito segura do que queria... e gravidez, portanto, estava realmente fora de qualquer cogitação... terminou então de tomar o seu café e respirou aliviada...

Tiago Elídio... 4/4/2016... Rio de Janeiro...

29/02/16

Sì, viaggiare...

Per un vero viaggiatore, il cammino più difficile è quello che porta a casa. Ci ho messo molti anni a capirlo.
Tornare in un luogo che non ti comprende più, che ti guarda con occhi troppo vecchi per notare quanto sei nuovo. Ma ho capito che un vero viaggiatore ha radici ben salde, altrimenti rischia di perdersi, di non trovare più la strada. Tutti noi abbiamo una casa a cui aggrapparci, che ci piaccia o meno.

È una terra conosciuta, dove crediamo non ci sia più niente da scoprire, un viaggio tediante e inutile. Ma ci sbagliamo. È essenziale imparare ad amare - o riamare -quelle terre, scoprirne - o riscoprirne - i difetti e amare anche quelli, come si impara ad amare i difetti della persona amata. Osservare quella città, quel paesino, e rivelarne i punti deboli, che non odieremo più, ci faranno tenerezza.

Perché in quella terra forse non scopriremo culture nuove, ma troveremo qualcosa di molto più importante: noi stessi.


G.G. (Milano, 29 febbraio 2016)

24/02/16

viajar é preciso...

viajar é uma das coisas mais belas da vida... você descobre novos horizontes, observa novas cores, sente novos aromas, vivencia outros ares... conhece pessoas diferentes, culturas distintas... aprende mais sobre você, sobre a vida, sobre o mundo... adquire novas perspectivas, coloca novas experiências em sua bagagem e acumula lembranças... no entanto, quando retorna de viagem, embora esteja repleto de coisas novas dentro de você, sente um vazio... afinal, quando viaja, cada dia em um novo lugar significa novas emoções... quando retorna, volta para sua zona de conforto, para sua rotina... e embora você tenha coisas importantes na sua vida diária e pessoas queridas que te emocionam, o retorno é estranho... dizem que devemos ver as coisas ao nosso redor como se estivéssemos viajando e descobrindo coisas novas... mas, no fundo, você já conhece cada canto da sua casa, da sua rua, do seu bairro, da sua cidade... sabe como as coisas funcionam... é claro que você se depara com coisas belas e que te surpreendem vez em outra... mas tem que se esforçar para encontrá-las... não é como em uma viagem, quando essas coisas simplesmente chegam até você sem nenhum esforço... portanto, viajar é preciso...

Tiago Elídio... Rio de Janeiro... 24/2/2016...

04/02/16

Brainstorming

Fine.
Fine di una storia.

Singolare prima associazione
che indica il fulcro
di un anno finito.

La fine del gioco?
Fine del capitolo.
O, peggio, fine di un libro.
La fine del tutto,
sospiro, sollievo.

La fine annunciata. O inaspettata.
La misera fine, la fine meritata.

La fine del mondo,
la fine dei giorni,
dei giorni di chi?
Dei miei?
Dei nostri?

Secondi fini?
No questo non c'entra.
Il principio della fine,
preparati al crollo.

Ma quale fine!
Guardati attorno,
col senno di poi e di poi e di poi,
mentre ti affacci
a una nuova fine,
non vedi quanto è ovvio
che quella era soltanto
un finissimo inizio?

Buon anno.

G.G. (Porto Valtravaglia, 6 gennaio 2016)

29/12/15

tutto ha una fine?

dizem que tudo que começa termina um dia... será? talvez acabe apenas como era antes... mas o que realmente existiu permanece... nei nostri cuori, nei nostri ricordi... e quando nós chegarmos ao fim da vida, nossa energia e tudo que vivemos permanecerão pelo espaço, como uma poeira cósmica... come le parole erranti... errantes pelo universo... allora andiamo avanti!

ps: è stato un piacere scrivere in questo blog durante quest'anno! grazie mille a la mia compagna di volo! que continuemos voando juntos por aí! e muito obrigado aos que pousaram por aqui para ler nossos textos! :D

pS2: feliz ano novo! ;)

Tiago Elídio... Rio de Janeiro... 29/12/2015...