30/11/15

comemorando um gol...

o artilheiro ia se aproximando da grande área, driblando os zagueiros do time adversário e fazendo a torcida vibrar... quando já estava bem mais próximo, driblou também o goleiro e fez um gol es-pe-ta-cu-lar... os torcedores foram ao delírio, gritando efusivos, comemorando a bela jogada... o jogador foi então na direção de um de seus companheiros de equipe, pulou no colo dele e lhe deu um beijo cinematográfico... a torcida se calou em milésimos de segundos... milhares de pessoas boquiabertas... e os dois continuaram se beijando como se ninguém estivesse vendo... ao redor, os outros jogadores acompanhavam silenciosamente, olhando-se entre si... quando o beijo terminou, aplaudiram... e a torcida começou a gritar... LINDOS!! GOSTOSOS!! MAIS GOLS!! MAIS GOLS!! MAIS GOLS!!

Tiago Elídio... Rio de Janeiro... 30/11/2015...

19/11/15

Compleanno

"Vorrei che lui tornasse da me. O forse sarebbe più corretto desiderare la salute della mia famiglia. O un lavoro migliore. Avere i soldi per viaggiare, o semplicemente per vivere una vita decente.
Qual è la cosa che più vorresti in questo momento? Ma così non sarebbe un desiderio egoista?
E quale desiderio non lo è."

I cinque secondi prima di chiudere gli occhi e soffiare.

G.G. (Rio de Janeiro, 11 novembre 2015)

15/11/15

aniversário...

todo ano é a mesma coisa... algumas semanas antes você já fica pensando sobre a data... pensa que está ficando velho e tal... mas, na verdade, estamos envelhecendo diariamente, a cada segundo... é inevitável... o calendário foi apenas uma invenção arbitrária... bem como os rituais... e você nasce e já cai de para-quedas em vários deles... quando você é criança até que é legal... vai chegando a data e você já vai pensando nos presentes que quer ganhar, no brigadeiro que vai comer, nos amiguinhos que virão brincar com você... mas aí você vai virando adolescente e a coisa vai mudando de figura... você já começa a ficar mais antissocial, sem paciência para essas festinhas familiares... principalmente aqueles tios e tias que sempre aparecem com os mesmos comentários e brincadeirinhas sem graça... aí você chega na vida adulta e já não tem muita paciência para isso... queria muitas vezes é ficar sozinho, de boa... mas não, vai chegando a data e todo mundo já vai te perguntando o que você vai fazer, onde vai comemorar etc... você se sente obrigado a fazer algo... nem sempre é ruim, claro... mas o lance é a obrigação da coisa... o jeito é tentar levar da melhor forma... esquecer as partes ruins e comemorar... afinal, é uma data em que as pessoas se sentem obrigadas a te ver... e na correria do mundo moderno, é um ótimo presente ter um pouco do tempo das pessoas queridas só para você... no final, nem é tão ruim assim, né? :)

Tiago Elídio... 15/11/2015... Rio de Janeiro...

04/11/15

rum, rum, rum, rum...

com seus dedos, mexia o canudo do seu refrescante daiquiri... depois de dar mais um trago, voltou sua atenção ao pianista... tocava com emoção e destreza... a música intensa o fez mais uma vez submergir em seus pensamentos... era, de fato, um lugar muito particular, que suscitava muitas perguntas... e de nenhuma resposta fácil... mas não se aprofundou muito em suas indagações, pois as palmas lhe fizeram retornar... mexeu de novo o canudo e tomou outro gole, finalizando o drink... prontamente chamou a garçonete... queria agora um mojito... assim que a moça anotou seu pedido e se foi, começou a observar melhor o interior do local... era, de fato, um lugar único, muito diferente... nunca imaginou que estaria em um lugar assim... a garçonete interrompeu seus pensamentos trazendo a nova bebida... primeiro cheirou, pois queria sentir o aroma da hortelã... depois degustou com o paladar... lhe parecia diferente dos que havia tomado antes... mexeu o canudo e bebeu mais um gole para ver se sua primeira impressão estava realmente certa... estava quase seguro de que sim... novamente voltou seus olhos ao pianista... era excitante observar a forma como tocava... uma explosão de força e emoção... mexeu mais uma vez o canudo e bebeu um grande gole... já estava sorrindo sem motivo... observava o músico com cara de bobo... ao fim da música, palmas empolgadas... o pianista lhe olhou e sorriu, deixando-o sem graça... fitou então o seu drink, mexendo novamente o canudo, de forma lenta... e então bebeu mais, de forma rápida... quando elevou os olhos, o pianista estava começando uma nova canção... deu o último gole, mexendo com o canudo as folhas de hortelã que ali estavam... chamou então a garçonete... "una cuba libre, por favor!"

Tiago Elídio... Havana... 1/11/2015...

28/10/15

Alcol




Vinicius de Moraes diceva che il whiskey è il migliore amico dell’uomo, è un cane imbottigliato. È una frase che mi ritorna in mente spesso, nei momenti di sconforto come questo, nei quali inevitabilmente mi attacco alla bottiglia. Non di whiskey, in questo caso, ma fa lo stesso. Non c’è conforto migliore dell’annebbiamento del genio, dello spirito che si dissolve, del ricordo di lui che si fa pixelato, mentre perde risoluzione e verosimiglianza. Sento il gin che scodinzola scendendo, e il solletico sulle pareti dello stomaco mi fa sorridere. È quel tipo di amico che ti incita a parlare per svuotarti da tutti i pensieri, ti fa vomitare l’anima - l’anima vera e propria - e i problemi sembrano congelati, sospesi, fluttuano e appartengono alla vita di un altro, anche solo per una notte. Appartengono al tuo Io sobrio, che ora non sei tu.




G.G. (Rio de Janeiro, 27 ottobre 2015)

19/10/15

Conversazioni da bar

- Di che segno sei?
- Leone.
- Uhhh!
- Uhhh?
- È un segno difficile.
- Me lo dicono da tutta la vita.
- Non ci credi?
- No. Trovo l'astrologia un ottimo modo per rompere il ghiaccio. O un'ottima consolazione: qualsiasi nostro difetto o colpa non dipende da noi - ci assicura - è così perché sta scritto in cielo. Inoltre, può diventare un ricettacolo di illusioni. E la speranza, si sa, è un oppio potentissimo.
- Che lavoro fai?
- Sei un'esperta rompighiaccio, vedo. L'artista.
- Dipingi?
- Più o meno.
- Uhhh!
- Uhhh?
- Ami metterti in mostra! È tipico del Leone.
- Tutti gli artisti sono nati ad agosto? Curiosa coincidenza.
- Ovvio che no.
- E tu di che segno sei?
- Vedi che ti interessa? Scommetto che ogni tanto leggi gli oroscopi. Bilancia. Andremmo d'accordo, la tua autorità compenserebbe la mia insicurezza.
- Interessante. Lo sai che il cielo è cambiato negli ultimi 2000 anni, l'hai già sentita questa storia?
- Sì, ma ci credo lo stesso.
- Allora è fede.
- Forse. Hai proprio l'arroganza del Leone.
- Sono nato a ottobre, ti prendevo per il culo. E non sono nemmeno un artista.
- Uh, questi Scorpione, come sono suscettibili.


G.G. (Rio de Janeiro, 17 ottobre 2015)


18/10/15

dizia que não acreditava nesse negócio de signos, mas diariamente checava o horóscopo... no entanto, fazia isso no fim do dia, para não se influenciar... queria ver se as coisas batiam afinal... e na maioria das vezes tudo fazia sentido... apenas vez ou outra discordava das previsões... de qualquer forma, seguia sem acreditar... também lia um pouco sobre as características de seu signo de vez em quando... e tudo fazia sentido... apenas um detalhe ou outro que não... mas afinal, são milhares de pessoas regidas sob o mesmo signo... era impossível abarcar a todas elas... também dependia do ascendente, da lua, dos planetas... embora não acreditasse, quis também entender um pouco mais sobre todos esses aspectos... e quando juntou todas essas informações, parecia que estava lendo uma descrição de si... uau, impressionante, não é mesmo? mas isso não passa de uma grande coincidência, dizia... e assim seguia sem acreditar em astrologia...

Tiago Elídio... Rio de Janeiro... 18/10/2015...

12/10/15

Qualcuno volò sul nido del cuculo



Seduti sul divano, fumavano e si guardavano a vicenda invece che guardare il film. Lui seduto normale, lei mezza sdraiata con le gambe allungate su quelle di lui. Una posa di intesa reciproca che sorprendeva entrambi, si conoscevano da appena tre mesi, e non erano certo tipi da relazione seria.  Ma ormai si volevano bene, le loro rispettive paranoie avevano quasi azzerato le abissali differenze che li separavano all’inizio.
«Chi l’avrebbe detto, tre mesi dopo torni ancora a casa mia,» disse lui.
«Già. Sei asociale, sociopatico, bipolare, schizofrenico... ma in fondo ti voglio bene,» rispose lei, sarcastica.
«Non sono schizofrenico, a meno che tu non esista.»
I due si fissarono. In effetti, era una possibilità. E se lei non fosse esistita? Se lei fosse stata appena il frutto della malattia di lui? Se lui improvvisamente, in un momento di lucidezza, si fosse reso conto di soffrire di allucinazioni? Risero, ma non erano più così convinti che quel momento fosse reale.

G.G. e S.R. (Rio de Janeiro, 7 ottobre 2015)