15/10/16

haicai...

folhas secas caindo
raízes presas ao chão
envelhecimento

Tiago Elídio... 30/9/2016...

tirinha-haicai


Tiago Elídio... Rio de Janeiro... 13/9/2016...
*inspirada no haicai de Matsuo Bashō...

12/10/16

Haiku nel Bosco

Cupreo il tappeto

di foglie e ricci schiusi

piomba nel sonno.


G.G. (Castelveccana, 8 ottobre 2016)


10/10/16

Love is...

... accepting each other's demons.


G.G. (Porto Valtravaglia, 10 ottobre 2016)

17/08/16

Confessioni tardive

«Avrei dovuto chiamare, so che ci tenevi.»
«Ci pensi più di me a quella telefonata, solo perché non è avvenuta. A me non interessa, raccontami qualcosa di bello.»
«Sono stata in Costiera, l'amavi così tanto, tutti i tuoi quadri...»
«Ti è piaciuta, vero?»
«Bellissima. Siamo sempre stati più simili di quanto volessimo ammettere.»
«E le sfogliatelle, me le hai portate?»
«Era il weekend di Ferragosto, ho cercato un forno aperto alle 5 del mattino per tutta Napoli, non l'ho trovato.»
«Pazienza, non credo che potrei mangiarle.»
«Scusa, avrei dovuto comprarle il giorno prima. Avrei dovuto fare tante cose, tornare prima, chiamare, salutarti. Sono arrivata troppo tardi.»
«È andata così, vai avanti, fai pace con i rimpianti. Sapevo che eri felice, che vivevi davvero, ed è giusto che fosse così a 20 anni. Ero felice per te. E se proprio vuoi sentirtelo dire, ti perdono, anche se non ho bisogno di perdonarti per aver vissuto la tua vita. Sei sempre stata uno spirito libero, non sarebbe stato giusto costringerti a restare.»
«Grazie.»
«Devo andare, ma torna più spesso. Grazie per i fiori. La prossima volta facciamo due passi, tutti questi morti fanno un gran baccano. Ti ricordi il Cesare? È il mio vicino di tomba, una vera seccatura, proprio come ai vecchi tempi.»
«Non sei cambiato, ti sei sempre lamentato di tutti.»


G.G. (Napoli, agosto 2016)




07/07/16

crônica sobre o nada...


...

escrever ou não escrever,
eis a questão...

...

enfrentar ou não a preguiça,
já não é mais uma questão...

....

calma, insisto mais um pouco,
mentira, vou parar por aqui...

...

haha, te peguei de novo,
não parei, aqui estou ainda...

...

reticências, reticências, reticências...

...

enfim, nada, nada, nada...

...

tudo, tudo, tudo...

...

ser ou não ser...

....

não sei, não ser...

...

ser...

...

whatever...

...

anyway...

...

finito...

...

punto...

...

mentira de novo...

...

até onde vai a sua paciência?
questão!

...

já se cansou, não?
insisto...

...

desisto...

...

tchau...

...

ciao...

...

início, fim,
não importa...

...

importa?

...

até onde vamos?
até onde você vai?
até onde eu vou?

...

não sei... ou sei?

...

paro,
continuo,
paro,
continuo...

...

poema?
não, não...

...

crônica?
sei lá...

...

¿que sé yo?

...

ainda aqui?
vai ali pro facebook que você ganha mais...

...

ou perde...

...

perdas e ganhos...
fluxo de conciência...

...

coincidência?
nenhuma...

...

vamos mais um pouco então?
ou melhor não?

...

você decide...

...

se quiser volte três casas...

...

ou termine aqui: você ganhou!

...

perdi...

...

ou ganhei sua atenção?

...

valeu a pena?
a alma não é pequena?

...

that's all, folks...

...

mentira...
gostei de mentir...

...

não consigo parar...
meus dedos já não seguem meus desejos...

...

quais são os meus desejos?
quais são os seus?

...

paro, nao paro, paro...
bem me quer, mal me quer...

...

...

...

cansei,
cansou,
cansamos,
paramos...

...

palavras ao vento...
palavras que erram...
palavras que ninguém lê...

...

ninguém tem tempo...
curtir, curtir, curtir,
compartilhemos...

...

fluxo, refluxo...

...

ânsia, vômito...

...

botei tudo para fora...
agora acabou...

...

the end...

....


Tiago Elídio... Rio de Janeiro... 7/7/2016...

29/06/16

cidade fantasma...

dirigia-se mais uma vez àquela cidade que sempre lhe causava algum tipo de medo, arrepio, apreensão e fortes dores no estômago... não se tratava de uma cidade abandonada, deixada às traças, perdida no meio do nada, com marcas físicas do que um dia havia sido e não é mais... não, não... essa cidade continuava a existir como qualquer outra urbe ordinária... não tinha nada de extraordinária, na verdade... exceto para ele... pois essa cidade era um fantasma que volta e meia surgia no horizonte para lhe atormentar... era sufocante voltar a pisar nesse lugar lhe trazia reminiscências doídas de um período apagado... trazia à luz difíceis e complexas questões que ele havia deixado por ali... no entanto, parecia sensato e necessário enfrentar o fantasma de frente... por mais que ele insistisse em voltar e voltar e voltar... sua esperança é de que um dia ele desapareça e a cidade pare de lhe assombrar...

Tiago Elídio... Rio de Janeiro... 29/6/2016

06/05/16

que que tá com teseno?

envelhecer é se dar conta de que a vida não tem um sentido aparente. um sábio meme de internet resume bem a situação:
"a vida é dividida em quatro estágios:
1. nascer
2. fazer 10 anos
3. que que tá com teseno
4. morrer"
envelhecer é estar imerso em um constante "que que tá com teseno", é estar cheio de dúvidas e angústias... envelhecer é também saber lidar com esse "que que tá com teseno"... para algumas pessoas, os estágios da vida são "nascer, crescer, casar, ter filhos, netos, morrer"... simples assim... mas é muito complexo, na verdade... envelhecer não é necessariamente encontrar alguém e procriar... envelhecer é se dar conta de que somos um indivíduo único, que nasce e morre sozinho... é se dar conta de que a cada dia precisamos encontrar algum sentido para seguirmos em frente, pois a vida nem sempre é fácil... quase nunca é... envelhecer é se dar conta dessas coisas da vida... fazer perguntas, encontrar ou não respostas... e não se desesperar pela falta delas... ou não, né? talvez envelhecer seja apenas seguir o fluxo natural e/ou acidental da vida, sem pensar muito... envelhecer talvez seja como nossas impressões digitais, algo único para cada ser... faz parte da vida... mas peraí, o que são essas pelos pubianos brancos aqui?? que que tá com teseno, meu deus...


Tiago Elídio... 6/5/2016... Rio de Janeiro...